Crónicas de Zwahlen #16*

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Amour, argent, & a typewriter. Um amigo ou dois, são sempre bem-vindos. Livros, nunca são suficientes, mas já me sinto satisfeito com os que tenho. Há palavras que só ficam completas quando ditas na língua que melhor lhes serve. Amor e Dinheiro só atingem a plenitude quando ditas em Francês: Amour, diz-se como se se beijasse. Argent, é um metal precioso. Máquina de escrever nunca será o mesma se não for dita em Inglês. Typewriter, como se cada som da palavra fosse o som produzido pelo dactilografar da palavra – que bela onomatopeia.  Amigo (e Amizade) nunca têm este equilíbrio entre enlevo e lealdade, entre carinho e união, se não forem ditas em Português. Livro é belo em qualquer língua, embora a palavra inglesa ainda me soe estranha, e não tenha para ela um significado íntimo. Book. Sim, conheço-lhe a etimologia, mas não lhe serve como o livre francês, talvez demasiado poético, se houver alguma coisa demasiado poética, nem como o livro português, que tanto serve para drama ou tragédia como para prosa ou poesia. Book, apenas um objecto. E uma quinta, granja, fazenda, farm, ferme… Ah, a vida e o mundo parecem tão fáceis e tão simples quando os anotamos no bloco rascunhado de notas…

(Amour, argent, & a typewriter. Amigos, livres, & uma quinta. C’est tout. It’s too much, & you’ll never get it… Uma letra, um segundo, uma palavra, um momento, e o mundo fica de pernas para o ar. Life, vida, viver…)

*Sim, um dia destes escreverei novos textos aqui, no meu site. Entretanto, vou publicando alguns dos meus antigos blogs. De qualquer modo, não serão lidos, como todos os outros.

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